sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Quanto ao plano, esta boa inspiração

Não faz mal se tenho ainda muito que "penar" durante os próximos meses e dar o tudo por tudo de mim. Há pausas para respirar fundo, há tempo para entoar uns mantras, inspirar e expirar boas energias, escrever, escrever, escrever e entregar o resto à Mão que embala a fé.
Manter esta certeza inabalável de que quando fazemos a nossa parte, o resto vem. Sem medo de arriscar e conhecer outros caminhos. 
[ainda que esses caminhos nos possam levar a dar uma nova volta de 180º e mudar de vida, de cidade, de país. venha ela, a mudança!]


» créditos imagem & delicioso smoothie para começar bem o dia | perpetually chic

Como um lema de vida



| Há alturas na vida em que precisamos de mudar de (L)atitude. Ter essa coragem. Precisamos sair um bocadinho da nossa zona de conforto e aceitar que o princípio também pode ter fim. Abrir os braços aos recomeços, agradecer por tudo o que temos e desejar que a vida (tão sábia e previdente) nos conduza sempre pelo melhor caminho. É preciso ter humildade para admitir que não estamos sempre certos e que pedir desculpa por erros e falhas é sinal de maturidade e não de fraqueza. E depois deste exercício urge virar a página e seguir em frente.
É que uma mudança, naturalmente imposta por outras mudanças, é um momento de renovação. E para a viver em pleno e aproveitar tudo o que tem para nos dar é preciso parar de olhar para trás, projectar o olhar no horizonte e confiar no que está por vir. Com fé, muita fé. Fé em nós, nos outros e em tudo o que de bom merecemos receber.
» créditos imagem | salt & steel

quinta-feira, 31 de Julho de 2014

Receitas menos-peixe-balão

3 fatias (grandes) de melancia - cortadas em pedaços e sem sementes
1 litro de água
8 folhas de hortelã
1 colher de sopa de sementes de chia
gelo picado q.b.

Juntar tudo no liquidificador, triturar muito bem. Servir num copo grande ou no frasco e juntar mais gelo.

p.s: também fica óptimo com uma colher de chá de gengibre fresco (fica com um toque um bocadinho mais ácido).

» créditos imagem | perpetually chic

Férias em família e um destino perfeito













Ali o sol é mágico. Há praias paradisíacas e um imenso mar azul-turquesa. Há lojas cheias de cor, pequenas mercearias que conservam o bom gosto e a tradição de outros tempos. Há um tempo que corre mais devagar, há vida e alegria nas ruas, há uma protecção certa do meio ambiente conjugada com um turismo que vai mantendo vivo o brilho desta ilha. Adoro-a de paixão.
Es Cavall d’en Borras, Es Caló, Llevant, S’alga (Espalmador), Illetes, Cala Saona... são algumas das praias que nos vão levar de novo a Formentera. 

» créditos imagens | Sofía Gómez Fonzo

Organização e método para perder* peso (a sério)

Aprendi que a aposta na melhoria da auto-estima como elemento facilitador da perda de peso, faz toda a diferença. Mais do que uma dieta que se foca nas restrições, reduções e regras muito espartilhadas, importa delinear estratégias que aumentem os níveis de motivação pessoal. Aí sim, reside a grande diferença de uma desejada reeducação alimentar.
Porque perder peso até é fácil. Sabemos o que temos de cortar, as horas certas para comer, os litros de água que temos de beber e o número de vezes que precisamos correr/fazer exercício. Sabemos isso tudo. Mas sem trabalhar a atitude, a motivação, o que vem de dentro, rapidamente voltamos à espiral das cedências aqui e ali e a ver o regresso dos quilos que perdemos.
Este processo pode demorar mais, e demora, mas é, seguramente, muito mais eficaz. Tem o tempo como aliado, e sabemos que o tempo é o melhor amigo na resolução das coisas difíceis.

* e manter, o próximo grande desafio.
» pequenos-almoços perfeitos | eat me

quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Como um lema de vida*

«Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.»


Martha Medeiros

Pausa*

1. Ir. [ansiosa por voltar aqui]
2. Ler.
3. Ouvir.
4. Comer. [sobre o que comer, ler também este artigo. muito útil e super esclarecedor]
5. Palavras que podiam ser minhas:


«Este vaivém que julho e agosto introduzem (com viagens mais próximas ou longas, tráfegos de vária ordem, alterações ao quadro de vida corrente...) constitui, para lá de tudo o mais, uma espécie de coreografia interior. Dir-se-ia que a própria vida solicita que a escutemos de outra forma. De facto é disso que se trata, mesmo que se não diga. É com esse imperativo que cada um de nós, mais explícita ou implicitamente, luta: a necessidade irresistível de reencontrar a vida na sua forma pura. (...)
Entendemos bem aquele verso de Rilke que diz: «Espero pelo verão como quem espera por uma outra vida.» Na verdade, não é por uma vida estranha e fantasiosa que esperamos, mas por uma vida que realmente nos pertença. Por isso é tão decisivo que as férias, tempo aberto às múltiplas errâncias, não se torne um período errático e vago; tempo plástico e criativo, e não se enrede nas derivas consumistas; tempo propício à humanização, e não se perca na fuga a si mesmo e no ruído do mundo. O repouso é uma oportunidade privilegiada para mergulhar mais fundo, mais dentro, mais alto. É aceitar o risco de sentir a vida integralmente e de maravilhar-se com ela: na escassez e na plenitude, na imprevisibilidade dolorosa e na sabedoria confiante.»*

* O Hipopótamo de Deus - José Tolentino Mendonça

Instagram Lover »♥«

É um dos mais populares e percebe-se porquê. Partilha as imagens mais queridas do dia-a-dia de uma família de seis. A Courtney é mãe de dois rapazes e duas raparigas. É uma das fundadoras da Babyccinokids, assume-se como uma mulher do campo a viver na cidade (Londres) e é mega apaixonada pela família linda que tem. Usa umas túnicas sempre giras e coloridas. Adoro.

Trocar as voltas ao vício dos doces

A vontade de doces não se evaporou. Não saiu de mim como se tivesse passado pelas mãos do exorcista-da-doçaria e tivesse ido para o espaço. Continuo a ser gulosa e a ter no chocolate um dos bons prazeres da vida. Mas procuro, agora, encontrar formas de combater este vício. É mesmo um vício, não se deixem enganar por quem diz que não é. O açúcar é um vício, uma adição das mais difíceis de controlar. Mas consegue-se. Conquista-se esta consciência mais saudável. Um dia após o outro.
Vou pesquisando combinações que troquem as voltas aos dias "difíceis" e me permitam continuar o caminho, em paz comigo e com a minha motivação. Esta é uma óptima (e muito saudável) alternativa ao melhor chocolate suiço do mundo (mais ou menos, vá, sejamos sinceros).

Para o recheio
1 chávena bem cheia de frutas (pêssegos, morangos, mirtilos, amoras, manga)
sumo de 1 limão
2 colheres de sopa de mel (opcional)

Para o crumble
1 chávena de farinha de aveia (eu trituro no processador)
1  chávena de tâmaras, sem caroço
1 chávena de nozes
1 colher chá de canela em pó
2 colheres de sopa de óleo de côco

Lavar e cortar os morangos e os pêssegos. Misturar com os mirtilos e amoras. Regar com o sumo de limão e misturar o mel. Reservar.
Juntar todos os ingredientes do crumble e misturar com as mãos, para formar uma espécie de massa areada.
Num tabuleiro de ir ao forno dispor a fruta toda e a massa do crumble por cima. Levar ao forno por 15 minutos.
Como sobremesa (é perfeito) costumo juntar uma bola de gelado nos pratos dos miúdos. Como pequeno-almoço ou lanche gosto dele simples ou com iogurte grego. E de acompanhar com um chá frio (de canela, maçã e hortelã - o meu mais recente vício) ou com um delicioso café acabado de fazer.

Uma espécie de mantra

» mazinquotes

terça-feira, 29 de Julho de 2014

Viver (mais tempo) lá fora

 








O melhor do verão é poder passar mais tempo lá fora, ao ar livre. Jantar na varanda, ter luz do dia até tarde, poder ficar a conversar quase noite dentro, aproveitar o calor bom das noites, desfrutar de uma estação que é a mais feliz do ano.
Temos mimado muito a nossa varanda. Com mais plantas, vasos novos, muitas flores, velas, a manta mais bonita e colorida do mundo e os cestos que dão aquele toque que adoro. Tenho partilhado algumas fotos aqui.
E como somos sonhadores, e trabalhamos para fazer acontecer, inspiramo-nos em espaços bonitos como este e fazemos planos para quando chegar O dia. Aquele em que trocamos a nossa deliciosa varanda pelo tão desejado jardim. 

» imagens | Victoria Durrer Gasse,  la galeria elefante

Receitas leves para dias de sol

1 cabeça pequena de couve-flor
2 colheres de sopa de azeitonas pretas às rodelas
100 g de tomate-cereja em quartos
2 colheres de sopa de salsa picada
1 colher de sopa de hortelã picada
2 colheres de sopa de amêndoas laminadas
1 alho francês em fatias finas
sal e pimenta q.b.
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de sumo de limão

Ralar a couve-flor para dentro de uma saladeira. Juntar as azeitonas, o tomate, as ervas e o alho francês. Temperar a gosto com sal, pimenta, azeite, sumo de limão e envolver bem. Torrar as amêndoas numa frigideira antiaderente e polvilhar por cima da salada. Colocar num frasco e levar ao frio. Servir em tigelas.

imagem | honey & jam
» receita | cooking e margarida (na revista Saber Viver)

Deixar de fazer dieta

Há dois meses deixei de fazer dieta. Deixei mesmo. Olhei para o plano que tinha na agenda e rasguei. Olhei para as avaliações que tinha à minha frente e rasguei. Decidi que não era por ali. Não era com aquela orientação que chegaria ao meu objectivo. 
Procurei outro tipo de ajuda, expliquei que não queria (só) perder uns quilos (para uns meses depois, e com a motivação em baixo, voltar a ganhá-los). Expliquei que não procurava uma "simples" dieta-de-verão-para-caber-no-biquíni. Não. O que eu queria mesmo (o que eu quero mesmo) era encontrar uma nova relação com a comida, com as receitas que adoro cozinhar, com o meu corpo e com aquelas fotografias que me lembram os meus 58 quilos (que já foram 55), e a vida antes de ser mãe. O que eu queria, (o que eu quero), de forma muito realista e sabendo que a idade, as alterações hormonais, a minha tiróide a complicar, e um conjunto de limitações que não me deixam esquecer que há várias mudanças em mim desde aquele ano, era aprender a comer bem e com isso, e com tempo, e sem pressa e voltando a gostar mais do estilo de vida saudável que já foi a minha forma de estar na vida, voltar a ter a motivação, a força e a determinação que sempre tive e que me faziam estar, sem excepção, nas aulas das 7h15 da Sandra Alves e do Sérgio Sousa no meu querido Holmes Place da Avenida. 
O que eu procurava era uma forma, uma via (não uma auto-estrada, mas uma estrada secundária, daquelas que fazemos devagar, apreciando a paisagem, o caminho e as coisas boas que só as estradas secundárias deixam ver) de voltar a «casa», a mim. Encontrar, de novo, o caminho que (até) conheço de cor e do qual me desviei sem saber explicar muito bem porquê. 
Nove semanas depois, uns redondos 12 quilos perdidos, muitos livros lidos, muitas notas, um caderno cheio de rabiscos, recortes, receitas, lembretes, mantras, fotografias, coisas que me deram toda a força para seguir em frente, sei que nesta coisa da mudança (para melhor), nisto de mudar de lugar inseguranças, dúvidas e a procrastinação que mora muitas vezes dentro de nós, o mais importante, o grande desafio, não é começar, mas continuar. Não desistir. Seguir sempre em frente. E pedir ajuda. De todas as vezes que sentirmos vontade. Sem vergonha de assumir as nossas fragilidades, fraquezas, dúvidas e inseguranças.
É seguir em frente com o peito cheio de uma certeza maior que todos os medos, que toda a preguiça que nos cola tantas vezes ao sofá: gostamos mais de nós, lutamos por nós. E essa é a melhor forma de nos sentirmos de bem com a vida, connosco e com quem gosta de nós.

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

As praias do nosso verão







| santa cruz | praia do pisão | good surf good love

Banda sonora de Julho


» créditos imagem | adriaan louw

Quem fotografa assim »♥«





Meu querido Rio de Janeiro, visto pela lente (genial) de Adriaan Louw.

Dieta, férias e fins-de-semana (podem rimar, sim)

Não vale a pena stressar muito. As férias (e os fins-de-semana) interrompem as nossas rotinas e a liberdade que nos dão deixa-nos com vontade de comer tudo o que gostamos. O truque é ir fazendo pequenos snacks ao longo do dia e evitar, assim, os ataques de fome (e o salve-se quem puder).
O que não falta na minha marmita de fim-de-semana/férias: 
 - cenouras cruas, frutos secos, fruta fresca, ovos cozidos, água (muita água) e uma boa sanduíche ou salada cheias de coisas boas e que façam brilhar os olhos (couscous de legumes/tabouleh de couve flor crua/wrap de atum ou frango/salmão fumado com rúcula e nozes/abacate e ricota/frango desfiado com tomate e alho... vou inventando).
Tem sido uma boa táctica levar sempre comigo coisas que gosto e que sei me darão prazer comer. Porque a dieta tira-nos uns bons quilos de cima, mas não tira (a mim não tira) a vontade de comer, o prazer da boa comida. A diferença é que se aprende a comer bem. E isso, garanto, não engorda.

» créditos imagem & uma receita deliciosa com aveia e abacate | green kitchen stories

domingo, 27 de Julho de 2014

Os caminhos do verão*

« (...) Vem o sol, avança sobre os dias uma claridade que já quase ignorávamos, o calor estende-se longamente como um gato preguiçoso, é julho, quase agosto, e mesmo de gravata e afazeres ainda ao pescoço sabemos isso: que somos feitos para outros modos, que pertencemos a outros lugares. Não tem de ser necessariamente uma deslocação para outro país ou uma cidade diferente da nossa. Às vezes tudo o que nos falta é simplesmente caminhar com outro passo. É abrir a janela devagar, tendo consciência de que a abrimos. É reaprender outra qualidade para um quotidiano talvez demasiado deixado às rotinas e aos seus automatismos. É, no fundo, degustar o sabor das coisas mais simples. (...)»

* José Tolentino Mendonça - O Hipopótamo de Deus

sábado, 26 de Julho de 2014

O fim-de-semana é melhor quando começa assim*








Ficou feita a promessa de um pequeno-almoço assim. Com muitas coisas boas como eles gostam. Com panquecas e muitas frutas, com iogurte e mel, com granola caseira e chocolate para barrar as torradas, com sumo natural de melancia igual ao do (nosso) Frutalmeidas, com ovos mexidos no ponto, com queijos e requeijão com compota de abóbora e nozes,com café fresco e o melhor aroma do mundo, com aquele-bolo-húmido-de-chocolate e a certeza de muitas horas de mimo o resto do dia.

* com a promessa deste amor eterno e tão bom, que faz o meu mundo girar no sentido certo da vida.

» créditos imagens | alice johnsson | lovely life /tant johanna