quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Há quem adore sapatos

E há quem ande perdida de amores por este louceiro e queira (muito) um igual. Com as loiças incluídas e aquela caixa de latão tão bonita. E o candeeiro e a porta de madeira. E este chão. Este chão...

» créditos imagem | jeroen van der spek via the southerly

Querer | Fazer

Fazer planos ajuda. Ter uma lista de metas que vamos traçando, ajustando, alinhando, editando, refazendo. Não cruzar os braços ajuda. Não esperar que a vida resolva tudo, também. Acreditar que o plano A que falhou se vai reinventar sozinho e do nada se transforme em B é acreditar que a seguir ao Outono chega a Primavera. Era bom, mas não acontece.
Não conheço nenhuma fórmula melhor do que olhar para a vida de forma optimista. Mas sei que este modo «wishful thinking» sem uma acção planeadora, fazedora, concretizadora não passa de uma nuvem de bolas de sabão. São lindas, perfeitas, fazem-nos sorrir, mas não trazem nada lá dentro. 
É normal, e expectável, querer equilibrar a balança da geometria da felicidade. Mas é preciso  muito mais do que saber e querer. É preciso fazer. E optimismo nenhum fá-lo-a por nós. Apesar de ajudar, muito, a manter a esperança de que pela frente virão sempre coisas melhores. Se as quisermos e fizermos acontecer.

» créditos imagem | pure blyss

Mindset





quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Banda Sonora de Outubro #4


«Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas, eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor, que recebemos nas temporadas difíceis, de quem não desiste de nós.»
— Ana Jácomo. 

» créditos de imagem | bethany marie

Roupa (gira) de Outono

Jeans brancos, simples ou com rasgões (como estas). Sweat's em cinza com letras (como esta), pulseiras giras (como estas) e acessórios com muita personalidade; écharpes oversized, lisas, com padrões giros ou, as minhas favoritas, em xadrez.
As estações de frio não têm de ser «sensaboronas», escuras, a condizer com os dias (mais) cinzentos. Podem e devem dar o mote para dias (e humor) que são boas promessas de um sol que fazemos.

A lista (que nunca chega ao fim) das minhas écharpes/lenços/cachecóis favoritos:
1. | 2. | 3. | 4. | 5. | 6. | 7.

» créditos imagem | my daily style

Mais do que perder peso


Em vez de perguntar o que esperam os outros de mim, comecei a perguntar o que espero eu de mim. A escrever detalhadamente os meus objectivos, a ser mais realista a perceber os meus limites e as minhas limitações. Passei a ser muito mais clara (comigo mesma) sobre o que quero com este novo modo de vida, e porque é que o quero para mim. Admiti que ficava presa a hábitos pouco saudáveis e que «culpava» as circunstâncias pelas minhas sucessivas desistências. Percebi que tinha de estar disposta a pagar o preço e que isso implicava ser muito, muito honesta comigo (em primeiro lugar) e com a pessoa que trouxe todo um mundo novo para a minha vida.
Sou muito grata a quem caminha ao meu lado nesta subida íngreme. Sou absolutamente grata a mim, por nunca me ter permitido desistir (de mim mesma).

» créditos imagem | sickest pictures via the southerly

Pode, mas dá trabalho

«No fundo, a vista cansada é deixar de se espantar, e por isso deixar de se entusiasmar, e por isso deixar de ter esperança. É perder a capacidade de brincar com a realidade: deixar a reinventar, sonhar e construir. É deixar de se surpreender.
Mas pode uma pessoa ter uma vista cansada e recuperar o seu olhar? 
Pode, mas dá trabalho. É preciso deixar tudo o que cansa o olhar: horizontes sem perspectiva, relações sem amor, acções sem sentido.
Mas não basta isso… é preciso descansar o olhar em coisas que valem a pena. Reparar e parar no que anima e no que entusiasma. Acreditar e voltar a acreditar nas coisas pequeninas e nas coisas grandes. Agradecer tudo o que há e tudo o que não há.
E assim aos poucos, podemos recuperar um olhar que se surpreende.» (do inesperado.org)

Para mudar de perspectiva:
6 e 13 de Novembro
19h-22h
A Luz Ideal 
Rua General Schiappa Monteiro 2A,
Lisboa

Informações:
soma@somacollective.org
www.somacollective.org/stop-and-smile
» créditos imagem | elizabeth gadd via the southerly

Mindset






terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Há quem adore sapatos

Diz a canção que estamos sempre a tempo de mudar. E, se for para melhor, nem é preciso muita coragem. Basta ter a morada certa, uma casa com nome de amor e do Alentejo que trazemos no peito, e uma cozinha linda assim, onde cabe inteirinho o nosso mundo dos afectos.

» créditos imagem | the new york times via elora blue

Quem fotografa assim



As fotografias são de sonho. Imagem limpa, cores perfeitas, cenários de paz, de aconchego, tudo o que me leva de volta a casa. Adorei conhecer o trabalho do Joel BearE fiquei apaixonada pela Give Perf, a marca que cria coisas giras, tão giras como as mantas das imagens.

» créditos imagens |  Joel Bear Studios

Os dois dias mais importantes*

Há dias em que acordas com espírito de sexta-feira, humor de sábado, paz de domingo, com a sensação boa de acerto com a vida, de sorte nas escolhas, de «insiste, persiste e não desiste.»
Há dias em que acordas com a certeza absoluta de que o melhor que podes tomar para ser feliz é uma decisão, e agir de acordo com ela. Dias em que o imenso caminho que tens pela frente e as pessoas que te vão sempre acompanhar são o alento e a força que precisas, dias que te bastam pela vida inteira.
Há dias em que é nas diferenças dos outros que te conheces melhor e que sabes que todos os talvez, todas as reticências, todas as aspas perdem força perante a certeza boa de que quando dás o melhor de ti, a vida devolve-te na mesma proporção. 
Há dias em que a tua força impulsionadora és tu, a gratidão que sentes pela lição de «retorno» e a certeza de que não vale a pena complicar onde a vida se simplifica.

* - «o dia em que nascemos, e o dia em que descobrimos para que é que nascemos.» Mark Twain

» créditos imagem | the whirling winds via the southerly

Mindset


segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Roupa (gira) de Outono

Casacos compridos, gabardinas, parcas. Quentes, confortáveis, que protegem do frio, que dão o toque final a uma combinação casual chic
Chapéus. Não vão com tudo, não ficam bem a toda a gente. Mas são uma peça cool, nas combinações do meu Outono.

As minhas escolhas:

casaco/ gabardina/ canadiana /parca | 1. | 2. | 3. | 4. ||| chapéu | 1. | 2. | 3.  ||| mala | 1. | 2. | 3.


» créditos imagem | brooklyn blonde

Reencontrar o norte

Às vezes, passas por fases em que só te apetece desistir. Mandar abaixo, fechar a porta, escrever fim. Achas que não tens mais forças, achas que o limite chegou, achas que não dá mais. Mas quando é para ser, quando é para dar certo, quando é mesmo meant to be, como dizem os ingleses, ainda que chegues ao limite das tuas forças, ainda que aches que o caminho não é mais por ali, ainda que te digam que desistir é a tua única opção, chega uma palavra, um gesto, alguém que te quer bem ou alguém que não te quer assim tão bem, e a vida faz-te repensar todo o cenário, todos os nãos que dizes a ti mesmo, todos os medos que enfrentas e que aprendes a calar com coragem, todas as pontes que constróis dentro de ti, todos os passos que dás atrás e que sabes que depois te ajudarão a dar uns quantos lá à frente. Percebes que as jornadas não se conquistam todas de uma vez. E que quando chegamos ao fim de um caminho, outro de apresentará. Sempre. É preciso estar atento, ter coragem para enfrentar o desconhecido e nunca (nunca, nunca) deixar de cuidar do essencial.
Nesse dia soltas amarras, levantas a âncora, corriges a rota, ajustas as velas. És tu. E é dia de deixar o porto.
» créditos imagem | salt & steel

Uma espécie de mantra




domingo, 26 de Outubro de 2014

Há quem adore sapatos







há quem adore salas assim. Com lareira, cestos com lenha e pinhas, uma colecção de revistas de fazer inveja, branco, apontamentos de cor,  o contraste do vermelho das portas (amo), a vista para um jardim com piscina que sabe a sossego, a paz, ao silêncio bom de um lugar assim, perfeito.

Maravilhoso Cerca do Sul

sábado, 25 de Outubro de 2014

sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Inspiração para o fim-de-semana »♥«


1. Uma música.
2. Um filme.
3. Um instagram.
4. Uma receita.
5. Uma reflexão.

Palavras que podiam ser minhas:

«e ao fim do dia o pôr-do-sol. que no outono é diferente, mais vermelho, mais intenso, mais raro - e lá esta, por isso, por ser mais raro -, mais saboroso. estes dias da primeira semana de outubro são um dos melhores segredos do Algarve. limpeza de alma, começar assim o outono. 
trocar as estações, troca os sentidos, e limpa a cabeça quadrada das marcações do calendário oficial. faz nos carregar energias quando os outros ja as consomem desenfreados. vantagem competitiva. mas amanha já é sábado. a praia vai ter mais gente, mais pessoas, menos espaço. está na hora de partir, com as baterias carregadas e o brilho na pele do bronze de outono. 
mais intenso, mais raro, e por isso, mais saboroso...» 
(in momentos)

» créditos imagens | pure blyss

Roupa (gira) de Outono

Na linha do menos é mais. Tão simples, tão bonito.

As minhas escolhas:

calças | camisa | acessórios | ténis
» créditos imagem | topshop via lis

A quem ainda se espanta

Tem sido um privilégio poder acordar cedo e namorar um céu cheio de cores. Tem sido uma sorte poder encontrar neste Verão de São Martinho antecipado a renovação do espanto que gosto de manter pela vida, pela surpresa dos dias, pelo que de melhor há-de vir. Aproveitar a luz de cada manhã, registar e guardar todos os bocadinhos de um céu perfeito que os meus olhos e o meu coração se alegram de poder ver e viver, expirar tudo o que de menos bom anda cá dentro, deixar ir e, depois, inspirar todo o entusiasmo de um novo começo, do princípio de uma nova esperança, deste acreditar no poder transformador das coisas pequeninas e de saber agradecer este sentir de espanto, tão fresco. Espanto. Pela vida e o que ela me dá, pelas pessoas que me inspiram porque não deixam de se reinventar, por ir mantendo certa e segura a definição do meu verbo ser. 
Espanto. Às vezes é tão simples perceber tudo o que preciso, tudo o que me basta.

» créditos imagem | blue mountain thyme

Como um lema de vida





quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Roupa (gira) de Outono


Vestidos. Uma espécie de paixão. Vestidos combinados com botas, com botins, com ganga a contrastar (como nesta imagem), com casacos de lã compridos, lã muito grossa e muito confortável, com um nó forte e certo dado à volta da cintura, vestidos lisos para que possamos combinar com acessórios e uma mala que faça a diferença, vestidos com padrões e com muita vida.
Adoro vestidos e adoro usá-los quando são uma escolha menos óbvia: no Outono e no Inverno.

As minhas escolhas: 
1. | 2. | 3. | 4. | 5. | 6.   

» créditos imagem | taylor stitch

Há quem adore sapatos

E há quem adore varandas, terraços, quintais, jardins, mini-jardins, ar puro misturado com flores, com sol, com vento e luz, um pequeno-almoço sob o sol do Outono, em família ou apenas connosco e com o silêncio como companhia, uma manta quentinha em dias mais frios e tudo aquilo que não tem preço e faz bem, tão bem, à alma.

» créditos imagem | stadshem via lis

Mais do que perder peso*

Todas as sextas uma nova consulta, um novo plano, uma nova prova dos nove.
Aprendi a lidar com a ansiedade desses dias (e das contas que procuro acertar com a balança) e a transformar a angústia dos números que, apesar do esforço, nem sempre o reflectem, em desafio comigo mesma. Aprendi a priorizar tudo o que me faz, mesmo, feliz. Desenho, para mim mesma, a matriz de prioridades que trabalho em contexto de formação, enumero todos os pontos fortes, todos os pontos de melhoria, todas as forças, todas as fraquezas, as oportunidades e as ameaças. Desenho para cada semana um novo plano de acção. Uma nova lista de metas e pequenas conquistas que me prendem ao objectivo e que me desafiam no caminho da superação.
Não entrego os pontos quando há dias maus. Mas também não me critico duramente quando falho. Aceito (às vezes ainda com alguma luta) que não sou sempre forte, assim como aceito que a vida não é sempre a direito. Guardo religiosamente todos os apontamentos que aprendi a escrever em cada dia, todos os esforços, todas as alegrias, todos os desalentos, toda a frustração transformada em energia, todas as pessoas que cruzam o meu caminho, todas as ajudas, todo o apoio, todas as coisas que ajudam e as que procuram deitar abaixo todo o trabalho de ser mais feliz. Tudo, mesmo tudo, faz parte do crescimento. E tudo, mesmo tudo, faz parte de uma experiência que vai muito além de perder peso e que é muito mais uma forma de segurar as rédeas da minha vida e de ter a coragem de querer ser mais feliz. Todos os dias.

* descobrir, e manter, o ponto de equilíbrio.
» créditos imagem | the southerly

Uma espécie de mantra




quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

O remo

Não é fácil dar o primeiro passo. Não é fácil arriscar começar de novo, bater com a porta, sair da zona de conforto, do perímetro de segurança, trocar o certo pelo incerto, abrir a bolha do tudo seguro, alinhado e conhecido, simétrico e sempre a direito. Há um risco grande de perder. É verdade. Há um investimento gigante de tempo, de coragem, de paciência, de resiliência e resistência, de força e de fé, em nós e no que acreditamos ser melhor para nós. É verdade, também. Mas do outro lado do medo há uma sensação incomparável de liberdade, de autonomia, de controlo, de gestão do nosso tempo, de confiança na nossa responsabilidade, de orgulho no ir em frente, de um saldo que depende de nós e que só é positivo se nós (e só nós) corrermos atrás do que mais queremos.
Muitas vezes, aquilo que nos falta é o remo. Forte, seguro e capaz.

Mudança e Inteligência Emocional
Aveiro
15 e 16 de Novembro
10h - 17h
 » créditos imagem | united by blue

Inspirar | Expirar *


* Fazer uma pausa a meio da semana.

1. Com esta música linda.
2. Com este livro tão bonito.
3. Com este vídeo inspirador.
4. Com este lugar de sonho.
5. Com estes bonecos feitos de amor.

Palavras que podiam ser minhas:

«O meu tipo de gente preferido é gente que não planeia tudo. Gente que pede licença, que diz “obrigado”, que pede desculpas. Aquele tipo de gente que é sincera, mas sabe quando e como falar, aquele que conversa a olhar nos olhos. Aquela gente que diz que te ama, que mexe no cabelo, que lê as coisas no elevador, que conta piadas, que te organiza uma festa surpresa, um almoço ou um jantar surpresa… Aquele tipo de gente que te faz sorrir, que te faz sentir importante, que se importa. Aquele tipo de gente que não tem vergonha de ser feliz. Gente que gosta de gente.... porque a felicidade não depende do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Depende da simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. De saber falar, calar, e acima de tudo ouvir.»
» créditos imagem | beatrice armano via the southerly

É esperar sempre a coisa maior

«A esperança é uma superação da realidade. É esperar sempre a coisa maior. É contra todas as evidências, confiar que a vida vai-se expandir em possibilidades nunca antes previstas ou imaginadas. A esperança nada tem que ver com o optimismo, esse copo meio cheio e meio tonto. Ela parte de razões muito mais fundas, que não vacilam mesmo nas dificuldades. Ela permanece, porque está assente na convicção inquebrável que independentemente do que aconteça pode sempre nascer uma coisa melhor das condições presentes.» inesperado.org

» créditos imagem | Nuno Moreira para The Sunny Store

Lema de vida



terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Banda Sonora de Outubro #3

verão

» créditos imagem (linda) | nirav patel

Roupa (gira) de Outono

É o estilo que gosto mais de usar. Um casual chic que fica sempre bem. Ganga (gosto muito da azul escura), sapato de salto alto (ou botins), uma t'shirt ou sweat cinzenta de algodão (o branco também anda sempre nas preferências), um blazer azul escuro ou preto (ou de riscas, adoro), uma mala gira, um colar giro e está perfeito.
Muito simples. Muito «menos é mais».

As minhas escolhas
As calças.
O blaser.
A mala.
» créditos imagem | Lauren Craig | Perpetually Chic

Há quem adore sapatos







E há quem fosse feliz descalça, numa casa como esta, numa aldeia pequenina no meio do Alentejo, com o mar por perto, árvores de fruto e uma horta biológica, animais para cuidar, filhos para ver crescer, o meu Amor para amar e a certeza de poder ser mais feliz com menos.

» créditos imagens | the design files  via enjoy the ride