quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Das certezas que se alinham

Há certezas que se alinham e outras que se perdem. Há gestos que se mantêm na coerência certa que a vida me ensinou a cultivar, e outros que simplesmente abandonamos porque perderam o sentido. Há lugares que deixam de ser nossos e outros que passam a ser parte de nós. Há músicas que se mantêm nos nossos dias como baú das melhores memórias da nossa vida, as únicas do passado que queremos guardar para sempre. Há letras novas que cantarolamos para ter a certeza que o melhor e mais desejado está para vir, e vem já a caminho.
Há amores que desejamos ser (que é diferente de ter) para toda a vida e que, não sendo da vida toda, nos fazem sentir que mais de metade dos nossos dias, os de agora que é o que mais importa, e os de amanhã, que trabalhamos para que sejam prósperos, são fruto das escolhas que fizemos um dia.
Há perguntas que só a vida, a mesma que nos empurra todos os dias para a frente, nos consegue dar. Num tempo certo, que é o seu e que eu aprendi a confiar. 

Instagram Lover »♥«

Bons pequenos-almoços, viagens, sítios óptimos para descobrir, ideias diy e um bocadinho da vida de duas miúdas muito criativas.

» créditos imagens | tiffany mitchell

terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Dos sonhos que ganham forma

Um dia vou ter um espaço assim. Um espaço bonito, quentinho no Inverno, muito fresco no Verão. Sempre com cheirinho a pão acabado de fazer, e muito alecrim. Um sítio onde vou fazer as minhas workshops, onde as palavras se vão misturar com as receitas que gosto de partilhar e onde os ingredientes que as compõem, criteriosamente escolhidos por cada um de nós, serão a metáfora para a vida que queremos, e trabalhamos para ter. A ideia vive dentro de mim há um bom par de anos. O conceito deu alguns passos desde que o sonhei. A vida trouxe-me a parceira certa. O coração bate mais forte. E o "um dia vai ser assim", começa a ganhar forma.

» créditos imagem | às 9, sob o sol do Alentejo

Jantares de Verão, os melhores





» créditos imagens | bryan dale via the fresh exchange
[as receitas deste delicioso jantar, aqui, the yellow table]

Pequenos-almoços pelo mundo







Tischendorf
Friedeistrasse 25, Neukölln
Berlin


Sob um tecto de nuvens brilha (sempre) o sol

«Encarar serenamente os acontecimentos menos estáveis e confortáveis da vida não é o mesmo que encará-los com indiferença. A serenidade não é um estado gratuito nem um resultado do acaso, e menos ainda um alheamento. A serenidade é uma opção de vida. Um estado de espírito que se conquista, entre muitos silêncios povoados de dúvidas, dia após dia.»


Margarida Brito | Deixa Entrar o Sol

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Banda Sonora de Agosto #4


» créditos imagem | às 9  

Voltar ao Sul





Voltar ao sul é desacelerar do ritmo dos dias, da vida, das rotinas. É regressar ao campo onde somos sempre tão felizes, é acalmar o espírito, ficar em harmonia com as cores da natureza e do azul profundo deste céu. É não ter pressa para nada, é recarregar baterias, inalar todos os cheiros que nos lembram as memórias boas e certas de tudo o que somos. É levar muito sol na pele, sentir o poder incomparável de uma fotossíntese que nos levanta o astral, que ajuda a pôr tudo em perspectiva e a relativizar o que até há dias, antes de pisar este lugar de paz, nos consumia uma boa parte da energia. 
Voltar ao sul é valorizar com tempo e afecto um pôr do sol cor-de-rosa, é namorar as noites estreladas, é apanhar figos, uvas e romãs e levar na memórias dos dias muito bons a simplicidade das pequenas coisas.
Voltar ao sul, ao nosso querido sul, é voltar aos verdadeiros dias compridos, aos que se saboreiam devagarinho como os gelados que mais gostamos. É ter mais tempo para nós, para mim, para eles, para o outro lado de nós que gostamos de cultivar, renovar e ampliar quando estamos juntos, num tempo que é só nosso e do qual não abrimos mão. Por nada.

» créditos imagem | às 9 (no interior do sereno, doce e apaziguador Alentejo)

Para bem emagrecer, compensar


Alentejo é sinónimo de boa mesa. Bom pão, muitos figos (uma sorte tremenda nos dois cestos que trouxemos cheios), bons queijos, enchidos e muito sol que convida à preguiça.
No fim-de-semana deixei-me levar um bocadinho pelo ritmo desta melodia doce que se chama Sul. No meio dos almoços de grelhados e salada no quintal da avó, com os miúdos em delírio entre banhos de mangueira, subir às árvores para apanhar figos e romãs, comer uvas brancas tão doces e sumarentas, apanhar flores para trazer um bocadinho deste campo para a nossa casa, estivemos à mesa um bom par de horas, com conversas boas e pequenas delícias que hoje pedem compensação.

Chá frio de pêssego e lavanda

1 pêssego grande, maduro
2 litros de água
1 raminho de lavanda (usei fresca, mas pode-se usar seca)

Lavar e descascar o pêssego. Ferver as casacas do pêssego no litro de água, juntamente com o raminho de lavanda. Assim que levantar fervura, desligar. Coar, deixa arrefecer por completo e reservar. Triturar o pêssego até ficar líquido. Num jarro grande juntar o pêssego triturado, a água e cubos de gelo. Aromatizar com mais lavanda, a gosto. Ir bebendo ao longo do dia.

» créditos imagens | perpetually chic

Como um lema de vida

«é no intermédio que o amor se testa, se prova, se agiganta. o amor de quem atravessa a ponte, que tem de carregar uma vida, os laços de uma família, de uma terra, que se leva nos ombros, devagar, passo a passo. ponte dura de passar, cheia de cordas que prendem atrás. mas cheia de esperanças que nos ligam ao futuro. e aqui, é a certeza do que se quer, a certeza do que nos faz verdadeiramente feliz, que nos dá força. e é aqui que se prova ao outro lado tudo o que se quer. a prova mais imensa: quando alguém está disposto a mudar uma vida por amor.»
(querido j.d., no seu bonito "momentos")

» créditos imagem | às 9 (no interior do sereno, doce e apaziguador Alentejo)

domingo, 24 de Agosto de 2014

Simplificar

«v.t.
tornar simples ou mais simples ou menos complicado: simplificar um problema.
facilitar
reduzir (uma fração) a equivalente com termos menores ou mais precisos.»
.
Serenar o coração. Continuar a sentir espanto e maravilha pelas pequenas coisas. Acreditar e confiar no tempo e na vida. Cuidar.

» créditos imagem | às 9 (no interior do apaziguador Alentejo)

sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Inspiração para o fim-de-semana »♥«

1. Ir.
2. Ouvir.
3. Comer.
4. Ler.
5. Amar.

Palavras que podiam ser minhas (soubesse eu escrever assim):

«É inevitável, a tristeza irrompe sempre pela vida, o importante mesmo é não lhe dar conforto que chegue para se instalar. Como aquelas pessoas chatas que para apressar recebemos em pé.
Penso imensas vezes sobre as razões porque insisto tanto em ser feliz. Acho que à força de querer tanto já não sei ser outra coisa. E não tenho medo nenhum de o afirmar, porque também existem uns tantos teóricos da vida que acham que as coisas boas se guardam no cofre, eu prefiro saldar gargalhadas numa venda de garagem. Acho que é inegável que existe uma cumplicidade grande entre o sofrimento bem digerido e a maturidade. As melhores pessoas que conheço não são as tristes, são aquelas que digeriram a tristeza da vida e converteram isso em fermento de carácter. E essas pessoas, também não são aquelas que passam a vida a acusar a sua condição de orfandade para se fazerem grandes empoleirados na tristeza. São aqueles que choraram na altura certa, que deram o desconto ao sadismo da vida, que condescenderam desde novos com as incongruências do destino, que não desistiram dos seres humanos só porque nem tudo era perfeito, nem ficaram reféns na procura passiva do sentido de justiça. Essas são as pessoas TOP! São os amantes da vida.» Isabel Saldanha

» créditos imagem | josé manuel ferrão para a Revista Casas de Portugal

Dicas para bem emagrecer (nos dias "difíceis")

Nos dias mais difíceis do mês a história é outra, e quem diz que é fácil manter tudo certinho e direitinho sem ter vontade de acabar com uma palete de chocolate coma-com-pão, mente. 
O mau humor mistura-se com uma sensibilidade nada impermeável, o desconforto casa com as dores de cabeça e o cansaço extremo, e a fome emocional, essa grande traidora, chega sem aviso, sem dó, a pés juntos e pronta para fazer estragos. Nesses dias isto custa mesmo muito mais...
O que reforço nesses dias, para dar a volta a estes sintomas*:
 - mais cálcio (para diminuir as cólicas e inchaço): iogurtes, leguminosas, frutos secos (nozes), salmão.
 - vitamina B6 (produção de serotonina): bananas, peixes.
 - magnésio (ajuda na dor de cabeça e compulsão por doces): abóbora, sementes de girassol, abacate, cacau.
 - vitamina C (combater o cansaço): laranja, limão, melão.
 - vitamina E (combater a irritabilidade): gema de ovo, azeite.
 - e omega 3  (combater as dores): atum, sementes de linhaça.
Mais fibras, menos carne, zero açúcares, reduzir o mel (nesta fase), reduzir o sal (sempre), e beber muitos líquidos, água, chá, sumos naturais. Juntar sempre um bocadinho de canela e/ou cacau às frutas (para sentir menos vontade de doces) e fazer uma caminhada de meia hora, todos os dias. Logo de manhã, com o meu adorado Sal como companhia e o dia começa muito melhor.

* - mais dicas (para estes dias e todos os outros) na minha querida Revista Boa Forma

» créditos imagem | the bojon gourmet

De quem não gosta de nós*

«Há pessoas que não gostam de nós. Não é preciso serem pessoas com a mania da conspiração. Simplesmente não gostam de nós, *com a mesma naturalidade com que não gostam de puré de batata.
Há quem fique verdadeiramente incomodado quando percebe isso… ainda para mais porque puré de batata não é assim tão desagradável. O que normalmente acontece é tentar agradar a todo o custo à outra pessoa – quase implorando que goste de nós – ou ficar tremendamente indignado com o facto de não sermos gostados…
Se formos o que é suposto sermos – com toda a autenticidade e radicalidade que isso implica – vamos necessariamente chocar com outras pessoas. Vamos ser diferentes do que elas gostariam que fossemos. Vamos ter visões diferentes do mundo e vamos fazer escolhas diferentes. 
E isso é motivo para estarmos agradecidos. Não só porque a diversidade é uma riqueza, mas porque é uma coisa terrível ser alguém de quem toda a gente gosta. Porque para isso acontecer é preciso estar sempre a mudar para agradar a toda a gente. É preciso ter 100 máscaras diferentes. É preciso deixar de ser autêntico e passar a ser um personagem inventado. Personagem que por ser inventado não consegue ser feliz.
Da próxima vez que não gostarmos de alguém, da próxima vez que alguém não gostar de nós… não nos vamos preocupar. Vamos antes ficar agradecidos… tanto que certamente haverá alguém que gosta de puré de batata.» [inesperado.org]
» créditos imagem | salt & steel

quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

A vida com um cão

O post chama-se "Life with a dog" e descreve o que se sente antes e depois de termos um cão. As saudades quando não estamos com ele, a vida mais cheia de afecto porque nos amam incondicionalmente, o companheirismo, a brincadeira, as patetices, as meias roubadas e as pantufas roídas, a alegria sem fim cada vez que chegamos a casa (mesmo que voltemos a casa 10 minutos depois de termos saído), a empatia quando estamos felizes e quando estamos tristes, o mimo sem cobrar nada em troca, o coração apertado quando se magoa, quando está doente, o amor sem fim que nunca pensei que pudesse vir a sentir por um amigo de 4 patas.
Adoro o meu cão, o meu querido, querido Sal, de paixão. Daquelas paixões que me enchem a alma de alegria por saber que ele existe e que vai estar connosco tantos e bons anos e das que fazem faltar o ar só de pensar que um dia ele me pode faltar.

» créditos imagens | 79 ideas

Algumas das minhas dicas, para bem emagrecer



De manhã o ritual é sempre o mesmo. 30 minutos antes do pequeno-almoço uma chávena de chá (normalmente tomo branco) ou um copo de água morna com limão. Depois, vou alternando as coisas que gosto e que ajudam a acelerar o metabolismo: cereais com muita fibra, papas de aveia, fruta, e leite ou iogurte. Sempre com um fio de mel (porque tem estes benefícios) e um pouco de canela (que tem estes). A meio da manhã nunca tenho muita fome, nenhuma, aliás. Mas bebo sempre um iogurte (se não bebi de manhã) ou como um bocadinho de frutos secos (cajus ou nozes ou amêndoas com pele) ou como uma maça com um triângulo de queijo magro. Ao longo do dia vou bebendo água, muita água (simples ou aromatizada com frutas e ervas aromáticas - vou postando as receitas das águas aqui).
O almoço é alternado entre leguminosas com legumes (adoro grão com abóbora e batata doce), couscous, quinoa e bulgur (posso comer disto todos os dias), ou peixe grelhado, ou carne branca (porque não gosto mesmo de carne vermelha) que vou fazendo de formas diferentes para não enjoar. Não sou muito fã de carne grelhada, por isso prefiro ir procurando receitas que, sendo saudáveis, ajudem a quebrar a monotonia de um plano alimentar para perda de peso. Encontro sempre óptimas sugestões aqui, aqui e aqui e adapto-as ao que devo comer.
Ao jantar como quase sempre só sopa, ou alguma coisa que faço no forno para a família, e que acompanho com salada, ou só salada com alfaces diferentes, rúcula, um bocadinho de nozes, queijo magro e azeite balsâmico (no verão uso e abuso da melancia nas saladas) ou uma boa tigela de gelatina com frutas, ou um batido de legumes e frutas.
Antes de dormir, e porque me deito sempre tarde (a minha grande falha nas dicas para emagrecer de forma saudável), bebo sempre um chá (nada de estimulante - camomila ou tília ou cidreira com mel). Se comi muito pouco ao jantar e sinto fome (mesmo fome) como uma gelatina destas (são óptimas, têm 0 açucares e imensos sabores para variar - as barras de cereais também são muito boas e amigas da linha, e o muesli é delicioso) ou uma maçã com uma bolacha maria.
Até aqui, tem sido um caminho saboroso e, quase sempre (quase...), feliz.

» créditos imagens (deliciosas) | dolly and oat meal

Do sentido das coisas

Não é uma forma de descrença, ainda menos desistência. É seguir em frente sem olhar para trás, para o lado, para o que (ou quem) não adianta, só atrasa. Não é querer mal, pelo contrário, quero sempre bem, desejo sempre bem. Não guardo rancor, nada, de ninguém. Fecho ciclos, encerro capítulos, guardo o que foi bom, elimino (mesmo) tudo o que me fez mal ou desiludiu ou entristeceu. Passou, é passado, não pertence aqui, ao agora, e ainda menos ao que está por vir. É uma forma de estar. A minha. A que me faz bem, a que me permite olhar para a vida de forma resolvida, positiva, de queixo levantado e olhar no horizonte. A verdade é que as pessoas e as coisas que nos acontecem, que cruzam o nosso caminho e que um dia fizeram parte de alguma das esferas da nossa existência, têm a importância que lhes dermos. E quanto mais nos apegarmos a elas, em palavras, imagens, gestos ou contradições, mais nos apegamos ao passado, ao que foi e já não volta, ao que era e já não é, à verdade de uma mentira que queremos manter. Porque mudar custa. É como crescer, dói. E quando sabemos que vai doer preferimos evitar, ou ir evitando. Até dar. Muitas vezes a mudança (do sentido das coisas) é bem mais simples do que imaginamos, do que supomos, do que achamos que sentimos. Chama-se desapego, e treina-se. Todos os dias. Se quisermos.

» créditos imagem | the noisy plume

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Pausa*

1. Um lugar novo para descobrir.
2. Uma música para ouvir (e repetir, repetir, repetir).
3. Uma receita nova para fazer.
4. Um mantra novo para interiorizar.
5. Um sonho para sonhar.

Palavras que podiam, tão bem, ser minhas:

«Dizem que devemos pedir alto e em bom som aquilo que queremos. A minha avó garantia-me que a palavra falada tinha poderes mágicos. Afinal, antes de tudo ser, já o verbo era.
Eu não sou muito de pedir mas a verdade é que das poucas vezes que assumo algo que quero, esse algo aparece-me aos pés. Se calhar tenho ali um armazém celestial cheio de dádivas à minha espera sem saber. Se calhar, o mundo espera por mim, por um pequeno primeiro passo meu. Se calhar estou pronta.

Descobri que o meu cansaço se devia em grande parte ao não dormir o suficiente. Sabiam-me bem aquelas horas à noite sozinha, quando todos já estavam a dormir. Era esse o meu espaço para trabalhar, para descansar, para ser eu. Mas não dormia o suficiente. Deitar cedo e cedo erguer dá mesmo saúde e talvez faça crescer. Sinto-me muito melhor, os dias são maiores, o tempo está comigo e eu - eu estou no mesmo ritmo da família. Quando olho ao espelho não me vejo como algo que não reconheço e aquela camisola velha e larga voltou a ser a camisola que me faz sentir confortável e não apenas a camisola velha e larga de sempre. 
Agora resta-me descobrir como encontrar espaço para mim e para o meu trabalho durante o dia e não deixar que as encomendas à minha espera me façam sofrer. Vai ser mais fácil do que pensava.

Agora que já encontrei o ritmo que precisava (não me importo de conseguir acordar ainda mais cedo, com os primeiros pássaros da manhã e isso é bem capaz de acontecer com a vinda da Primavera) sinto que posso e devo assumir aquilo que já há muito deixou de ser um sonho e tomou conta de mim. 

Eu quero viver numa quinta. 

Não é fácil dizê-lo, mesmo que escrito. E mesmo não sendo novidade nenhuma, parece que algo em mim encontrou o seu lugar e que talvez por isso eu esteja pronta para o querer mais que nunca.
Não é um sonho, é uma necessidade. Sei que não é coisa pouca mas para quem nunca pede nada... Abram esse armazém aí em cima que eu estou pronta. Prometo que vos trato bem e que nunca vos deixarei cair em esquecimento. Sim?

Agora vou ali dizê-lo em voz alta.»

[créditos texto |  amo-te mil milhões]

» créditos imagem | 79 ideas

Pequenos-almoços pelo mundo







Baixa House
Rua dos Fanqueiros
81
Lisboa

» créditos imagens | maria larreina via con botas de agua