segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Tempo de pêras, canela e forno


6 ovos
250 g de farinha de aveia (ou 3 chávenas mal cheias de flocos de aveia triturados)
2 colheres de sopa de canela em pó (ou açúcar de côco)
1 colher de sopa de açúcar mascavado
1/2 limão
1 colher de chá de gengibre (fresco e ralado)
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de chá de fermento em pó
2 colheres de sopa de pepitas de chocolate negro (70% cacau)
1 iogurte grego
6 pêras


Lavar e cortar as pêras em pedaços pequenos (quadradinhos). Polvilhar com o açúcar e o sumo do limão. Reservar,
Envolver bem todos os ingredientes no processador, deixar para o fim os quadradinhos de pêra e o fermento.
Levar ao forno (que deixamos pré-aquecer bem, a 180º, enquanto fazemos a massa) em formas para queques durante 15 minutos (se usarem de silicone é muito mais simples, mas eu prefiro sempre as tradicionais, forradas com papel vegetal). Os queques ficam húmidos por dentro e dourados por fora.
São óptimos para mandar nos lanches dos miúdos, muito bons com um café ao pequeno-almoço e perfeitos para acompanhar um bom chá e um novíssimo episódio da minha muito querida Alicia Florrick. Hoje vai saber mesmo bem.
» créditos imagem | toasty biscuit via bread and olives

Guardar o Verão



Ontem, depois de uma manhã de chuva, arriscámos uma ida à praia para dizer adeus ao Verão. Para lhe dizer que, apesar de ter sabido a pouco, aproveitámos ao máximo todos os dias bons que nos ofereceu. Estivemos pouco tempo, mas deu para matar saudades do ar que já é mais frio, da praia que já é mais deserta e das casinhas às risquinhas azuis que nos recebem tantas vezes, em muitos dos nossos fins-de-semana de Outono e Inverno. Basta que não chova e é este o programa favorito de todos. Somado ao almoço dos melhores hambúrguers na casa onde mora o sol, e do lanche, antes do regresso a Lisboa, na novíssima Padaria da Praia.
Com um bocadinho de luz, e mesmo que sejam só uns tímidos raios de sol, quase, quase que podemos fingir que é Verão o ano inteiro.

(a cesta mais bonita do meu coração, aqui)

Dos pontos cardeais

Os pontos de referência da nossa geografia emocional. Estar no momento certo, à hora certa. Achar o norte. Saber que direcção tomar. Ter a coragem de arriscar. Apresentar uma ideia, um plano, a motivação e a energia que nascem da força de acreditar. Sair da zona de conforto, pensar fora da caixa, deixar de lado o «porquê?» e passar a pensar em «porque não?», alinhar sonhos, definir objectivos.  Não ter medo da voz da ambição e dar-lhe realismo, terra, raízes, pés (bem) assentes no chão. Depois, a mesma dose de humildade, as mais valias do caminho percorrido, uma enorme (e indescritível) gratidão pela empatia, a confiança, o entusiasmo e a conjugação perfeita do verbo Somar.
Ninguém precisa de certezas estáticas. O que precisamos é de aprender uma nova fórmula. Aquela com que nos reinventamos. 
Haverá sempre o dia em que nasce uma manhã luminosa, depois de muitos céus escuros. Haverá sempre o dia em que «não importa o tamanho dos apertos, nós aprendemos a criar espaço.» 

» créditos imagem | justin mullet

domingo, 21 de Setembro de 2014

«Um milagre de cada vez.»

Se acreditares com toda a força que tens, se mantiveres o foco no essencial,  se trabalhares muito, de forma determinada, aguerrida e incansável, até conseguires vislumbrar um ponto de luz, se conseguires somar sentido aos teus dias, tudo o que mais quiseres ser e fazer na tua vida acabará por se tornar uma realidade.
Precisas de te manter simples, de não perder a fé na vida, a confiança em ti mesma, a humildade na relação com os outros, a coragem diante dos teus medos, a força de vontade na dúvida, a atitude positiva nos dias cinzentos,  a gratidão, pelo que és e pelo que tens, sempre, sempre, sempre, alguma impermeabilidade e paciência para dias de chuva, e um porto seguro para onde possas sempre correr quando chegarem aqueles dias de tempestade que te façam pôr tudo em causa.
Lembra-te: a calma sucede sempre a vertigem dos dias.
» créditos imagem | mountain laurel

Há quem adore sapatos

E há quem namore, vezes sem conta, os detalhes, a luz, o branco e a paz de espaços como este.

» créditos imagem | the cosy space

sábado, 20 de Setembro de 2014

«Chora um rio, constrói uma ponte e passa por cima disso.»

A vida exige muito de cada um de nós. O que não é necessariamente mau. Tudo depende do prisma e da forma como olhamos para tudo o que nos acontece. Cliché fácil, este.
Nas últimas semanas têm nascido dias tão bons como dias dolorosos. Contrariedades que nos põem à prova, dias em que pomos tanta coisa em causa, provas de resistência à nossa capacidade de suportar, de resistir, de nos mantermos fortes e seguros (e sãos) nas nossas decisões e nas nossas lutas. Dos outros dias, com luz e coisas boas, procuramos guardar o melhor que nos têm trazido: as pessoas. As pessoas que somam vida aos nossos dias, que trazem mundo até nós, que de uma forma tão generosa nos apoiam, nos escutam, nos dão paciência, tempo, ânimo, mimo, coragem, força, silêncio e luz. 
Nunca tenho grande vontade de escrever sobre dias maus, daqueles mesmo péssimos. Já basta ter de os viver, encontrar formas de os ultrapassar. Escrevê-los e descrevê-los é dar-lhes mais vida. É viver o mesmo dia duas vezes. Não quero. Não gosto.
Mas tenho sempre vontade, uma vontade comovida, de agradecer a quem consegue transformar esse dias numa promessa de sol. Tenho sempre vontade de agradecer a quem gosta, a quem é, e a quem permanece. Porque sou profundamente grata todos os dias, pelos dias em que as pessoas da minha vida são as bússola, as âncoras, os remos, as pontes, e as linhas paralelas do caminho.
Sou absoluta e incondicionalmente grata por existirem.

» créditos imagem | Kinsey Mhire via pure blyss

Sábado









Dia de fazer as compras no mercado. De deixá-los acordar cada um ao seu ritmo. De recuperar as horas de sono da primeira semana de escola. Preparar um pequeno-almoço simples, sem pressas e com todos juntos. Dia de organizar a casa, de mimar muito e de descansar. Dia de passear, lanchar com a avó e receber os mimos que só uma segunda mãe sabe dar. De programar o calendário e a agenda da próxima semana. De começar os trabalhos e estudos, ainda à procura dos ritmos e dos horários. Dia de deixar o Sal correr e brincar tudo o que não corre durante a semana. Dia de jantar e namorar a dois.
Sábado é um grande dia de sol, onde cabe sempre tanto.

sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Inspiração para o fim-de-semana

1. Ler este livro com o Martim.
2. Conhecer este brunch.
3. Ver esta série.
4. Ouvir este disco.
5. Namorar este plano a dois.

Palavras que podiam ser minhas:

«Numa época de tanta crise, em que nenhum de nós escapa ao sofrimento, e em que todos somos obrigados a trabalhar mais, a contribuir mais, e a ganhar muito menos, temos que seguir os exemplos de quem se recusa a desistir nem se deixa vencer. Há uma frase do poeta Khalil Gibran que passo a vida a citar (e a recordar mentalmente) que nos devia interpelar a todos neste momento em que somos chamados a tantos sacrifícios: "não perguntes à vida o que ela te pode dar; pergunta a ti próprio o que podes dar à vida!". Para mim esta é a única atitude que nos permite atravessar desertos e oceanos no meio das tempestades. Vivo sem subsídios de férias e Natal há quase 5 anos; não tenho carro há quase 3 e mudei substancialmente de vida nos últimos anos, e por tudo isto sei dar valor e sei o que é estar em comunhão com os que sofrem ou sentem que o seu mundo está a desmoronar. A minha experiência é a de que há e haverá sempre mais caminhos do que aqueles que a vista alcança. O segredo é confiar e trabalhar, trabalhar, trabalhar. Tentar sempre fazer mais e melhor e nunca desistir!» Laurinda Alves

» créditos imagemtreasures and travel

Até já






Torrada em pão de centeio e sementes, com queijo creme e amoras, uma generosa chávena de café com leite, bem quente. A minha revista Evasões para ler e saborear na companhia de uma luz tímida que abre os braços a um novo fim-de-semana.
Rever os tópicos dos novos workshops que estão quase, quase a chegar, a parte menos feliz de ter o Martim em casa com uma virose no fim da primeira semana de escola (nada de grave, passa) e tudo a postos para o fim-de-semana em que dizemos adeus ao Verão. Já cheios de saudades, com esta sensação de que soube a pouco (sabe sempre a pouco) e com planos para uma receita que condiz com a imensa gratidão que sinto pela estão mais feliz do ano.
Até já, meu querido e luminoso Verão.

» créditos imagens e receita deliciosa | sprouted kitchen

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Quem fotografa assim »♥«



Há fotografias absolutamente arrebatadoras de tão comoventes. Esta sequência é mágica, de tão simples e tão bonita.

» créditos imagens | Jessica Perez Photography via pure blyss

Decisões

Deixei de estar focada no ponteiro da balança. De viver ansiosa e de me pesar todos os dias. De ter medo de engordar dois gramas e de andar a contar calorias. Passei a relativizar  mais, a ler mais, e a meditar um bocadinho todos os dias, a sentir-me mais confiante e calma. Aprendi que aquilo que faço, e que resulta comigo, não é só seguir de forma rigorosa o plano da minha nutricionista, não é só querer fazer bem os exercícios do meu plano, não é só fazer as pazes com a balança, não é só aprender a não ceder à fome emocional,  não é só encolher os ombros à opinião dos outros.
Aquilo que faço e que resulta comigo é tão simplesmente gostar (mais) de mim. E este é um amor que pode até demorar a chegar, a conquistar-nos, a querer estar do nosso lado para sempre, a não largar a mão por nada, a ser claque e admirador número 1, a fazer-nos acreditar que venha o que vier ou quem vier, digam o que disserem, façam o que fizerem, nada mais importa do que o amor que sentimos por nós. A prioridade que somos para nós. Quando passamos a gostar de nós, uma dieta passa a ser mais do que um plano que bate certo, mais do que umas aulas de zumba às sete da manhã e umas corridas no final do dia. Passa a ser mais do que um objectivo que tem um número. Passa a ser o ponto onde paramos de querer ser a pessoa que não somos, onde paramos de tentar mudar para que outros gostem mais de nós, e onde sabemos, com a maior certeza de sempre, que as pessoas certas gostam de nós exactamente como somos. E isso é tudo o que (mais) importa.

A preferida das minhas manhãs







(para 1)

2 maçãs
1 colher de sopa de canela
1 colher de chá de mel
1 colher de café de pólen
1 iogurte grego (0% gordura)
mirtilos, hortelã e avelãs a gosto

Lavar e descascar as maçãs. Partir em fatias finas, polvilhar com a canela e levar ao microondas durante cinco minutos. Reduzir as maçãs a puré com um garfo (não ficam totalmente passadas, mas com pedacinhos). Deixar arrefecer um pouco (eu gosto de deixar morno). 
Misturar com o iogurte, juntar mais um bocadinho de canela (a gosto), os mirtilos, as avelãs, o mel e o pólen.
Servir numa tigela tão bonita como as da More than Cookies e saborear até à última colher de céu.

» créditos imagens | às 9 no meu blogue

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Há quem adore sapatos






E há quem se perca de amores por casas bonitas, das mais simples e luminosas.
Esta é linda, tão linda e é daqui | nordic design.

Pausa*

1. Descobrir novos prazeres.
2. Sorrir com histórias tão bonitas.
3. Ter na música a inspiração.
4. Planear dias de sol.
5. Ter este livro na cabeceira.

Palavras que podiam, tão bem, ser minhas:

«Perdemos muito tempo. Com coisas menores, com pressa. Pressa para quê? 
A nossa vida é, na verdade, um micro mundo, onde os pontos cardeais são as pessoas que nos são importantes. Tentamos não ter de ter tantas saudades delas, quando não estão por perto, tentamos que elas sintam que gostamos mesmo delas, tentamos uma organização básica dos nossos dias, que faça com que as nossas rotinas nos criem uma zona de conforto. Que saibamos com quem contamos, que tenhamos horários padrão, que haja um fio condutor qualquer que faça com que não percamos o pé.
Que os nossos fracassos nos ajudem, nunca perdendo aquela força que vem da ideia de que o que não nos correu bem não nos pode parar e que há que aprender e tentar melhorar, com todo o empenho, sempre. E procurar ajuda, se for preciso. Acreditar nas pessoas e no seu gostar de nós. Exercer o nosso gostar das nossas pessoas, sem reservas é uma saudável tentativa de vida boa. 
E quando nos fazem mal, quando somos injustiçados, mal tratados, quando abusam da nossa boa vontade, ou da nossa ingenuidade, é bom ter presente que toda a maldade é fútil. Até porque, um dia, morreremos. Não há volta a dar. 
Se fosse hoje, ou amanhã, ou depois? Estaríamos plenamente satisfeitos com o ponto em que estávamos no nosso último segundo? Ou diríamos: se eu soubesse...»

Pedro Ribeiro | Dias Úteis
» créditos imagem | salt & steel

Ter esta certeza*

O primeiro sorriso da manhã. O último beijo antes de adormecer. Aquela mensagem que envia a meio do dia, só para dizer "gosto muito de ti". As mãos que se dão em todo o lado, porque só conhecem este conforto. Um abraço do nada, no meio da rua, de uma loja, onde calhar, só porque apetece e porque sim. Uma gargalhada cúmplice. Um chá, uma manta e mimo quando estás doente. Uma surpresa quando menos esperas. Um sítio novo que anseia por te levar. Uma história de força que te conta quando o dia te deitou abaixo. Uma paciência-feita-de-amor quando repetes a mesma chatice ou a mesma alegria pela centésima vez. Um amor feito de pequenos nadas que te fazem sentir que este tudo, que é imperfeitamente real, tantas vezes tão nu e cru, é uma boa razão para seres feliz. 

* este gostar de respirar a vida contigo.
» créditos imagem | às 9 no meu blogue

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Banda Sonora de Setembro #2

O mundo gira e avança

Esta imagem somada a este texto. E uma contagem decrescente.

Da substância

Há quem não entenda quando digo que em vez de me lamentar, agradeço tudo o que de menos bom me acontece na vida. É uma questão de perspectiva, uma forma de ser e de estar. Agradecer as desilusões que tive de enfrentar, agradecer todas as quedas que dei. Hoje sei que foi com elas que aprendi a levantar-me sozinha. Agradecer aos amigos que não foram assim tão meus amigos, aos amores-impossíveis e quase-possíveis que me obrigaram a aprender a amar na saudade e na espera e, tantos anos depois, conhecer o amor pelo qual esperei a vida inteira. 
Agradeço a todas as coisas e pessoas que saíram do meu caminho e que deixaram espaço, tempo e ar para que outras pudessem entrar, conquistar um lugar e ficar. 
Agradeço a quem me disse não, a quem me obrigou a sair da minha zona de conforto e encarar de frente a verdade da vida. Agradeço ter aprendido, com dor, a olhar nos olhos os meus erros. Não para me lamentar, mas para ter a certeza de onde não devo recomeçar.
Agradeço os muitos dias em que remei contra a maré, os dias em que conheci e aprendi a respeitar a palavra resiliência e os dias que me fizeram tatuar na pele o mantra que está sempre presente em mim:
«Duas coisas nos definem: a nossa paciência quando não temos nada, e a nossa atitude quando temos tudo.»
imagem | pure blyss

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Há quem adore sapatos

E há quem se apaixone perdidamente por casas tão bonitas como esta. 
Uma quinta totalmente recuperada, renovada e transformada num loft onde apetece mesmo viver. 

» créditos imagem (e mais imagens deste loft) | romain ricard para marie claire maison | via 79 ideas

Voltar às rotinas e agradecer

6h45. Tenho meia hora de silêncio até que a casa acordar e começar o rebuliço do regresso à escola, às correrias da manhã, aos ritmos apressados. Enquanto a água ferve para o chá que me vai acordar, enquanto tomo o duche que me desperta para a vida, vou ouvindo as vozes da minha rádio, a mesma que ligo sempre em modo automático às 6h55. Vou ouvindo bom dia, num ritmo ainda suave, em jeito de começo e recomeço.
Os manos saem com o pai antes das oito, o Martim fica comigo no mimo bom dos minutos que temos só para nós. Vamos fazendo tudo com calma, com o privilégio de poder ter esta calma para ele. Que sorte!, vou pensando enquanto o visto e o aperto entre mil beijos nas bochechas que me sabem sempre a algodão doce. Vou repetindo mentalmente uma oração de gratidão.  
Dou-lhe o pequeno-almoço, organizo algumas coisas antes de sair, deixo-o espreitar o  jake e os piratas e a levar com ele bocadinhos de aventuras para partilhar com os amigos.
Fazemos o caminho até à Creche a pé, de mão dada, com conversas sobre heróis e princípes, sapos e coisas sem nexo, pouco importa. Vou respondendo aos porquês da chuva, de ir à escola, de eu ir trabalhar, do Sal ficar em casa, e tantas outras coisas e porquês deliciosos. Olho-o de soslaio só para ter a certeza de tudo. Deste tudo que é tão simples e que me faz tão feliz. No meio de uma pergunta importante, sobre o jake e o barrica serem ou não os melhores amigos, digo-lhe «gosto tanto de ti, filho.» Recebo um sorriso. Tudo o que me basta.
Entrego-o nos braços e na calma da M., a Educadora. Invejo-a pela escolha que fez, nem sempre devidamente reconhecida, nem sempre devidamente recompensada. Invejo-a por ter escolhido vestir todo os dias um amoroso bibe azul aos quadradinhos, invejo-a por ter escolhido estar sempre rodeada de vozes pequeninas e doces, de índios e piratas, de fadas e princesas. De ouvir conversas que dariam para encher livros e livros de histórias. Por partilhar com estes meninos tantas coisas boas, acalmar-lhes os medos, devolver esperança, enche-los de amor. Tantas vezes entre gritos e choros, birras e amuos, génios e feitios, a M. e tantas outras Ms deste mundo, vai tentando contornar da melhor forma que sabe e que pode, da forma que aprendeu, da forma que a vida e a experiência a ensinaram a ser estes momentos que são os mais desafiantes. Invejo-a e admiro-a pelo amor genuíno à profissão que a escolheu.

A verdade é que fiz o caminho de regresso da Creche do Martim com este sentimento de admiração gigante e respeito enorme por quem decide cuidar, proteger, ensinar, dar colo, mimo, paciência e mundo aos filhos dos outros. Tenho em mim esta admiração gigante e um respeito enorme por Educadores, Auxiliares, Professores, Cuidadores. É preciso ser-se muito grande para estar disponível para uma missão tão nobre, tão delicada e tão importante como a que têm em mãos. E eu sou muito, muito grata a estas pessoas especiais.

Gosto (tanto) de ti

Nesta lufa-lufa em que andamos enfiados os dois, pouco tempo sobra (tem sobrado) para o nosso nós. Faz parte, é mesmo assim, há que descomplicar e aproveitar o tempo que temos juntos, mesmo só nós dois, para garantir que continua a valer a pena. E continua. Continua mesmo, continua tanto e é tão bom.
Porque é neste sentir, da importância que damos à qualidade versus quantidade, aos abraços cúmplices que nos envolvem no fim de cada dia, no apoio e força que damos um ao outro, na admiração que sentimos pela pessoa que o outro é e na energia maior que somamos a este querer conjunto, que reside toda a força anímica de um amor que resiste e existe para além do tempo e do espaço que dedicamos a nós e só a nós.
Há momentos, muitos momentos, em que são prioridade os prazos dos sonhos que um dia decidimos perseguir juntos. O caminho que quisemos fazer lado a lado e as muitas coisas que jurámos alcançar nesta força somada. Desses momentos, fazem parte os dias em que não falamos mais que um par de horas (apesar de todas as mensagens e emails que trocamos ao longo do dia). A única coisa que concordámos manter desde sempre e da qual não abrimos mão por nada, é que nesse par de horas de conversa cúmplice, de olhos nos olhos, mão na mão, de longos abraços e um respirar fundo de paz e alegria por nos termos encontrado e apaixonado um dia, caiba tudo o que de essencial queremos sempre dizer um ao outro.

Obrigada e gosto tanto de ti são as minhas favoritas de sempre.

domingo, 14 de Setembro de 2014

Coisas boas de um Domingo simples

O cheiro das camas feitas 'de lavado'.
O cheiro da 'terra molhada'.
O cheiro da minha sopa de coentros.
O cheiro do creme do meu filho.
O cheiro do pão de alecrim que fiz.
O cheiro da hortelã que cresce feliz na minha varanda.
O cheiro do chá de canela que me acordou.
O cheiro do perfume de quem amo na minha pele.

Guardar o Verão










Aproveitar o tempo que temos, gratos pelo que vivemos. Vê-los correr livres, generosos, cheios de esperança na vida e no que de melhor há-de vir, a acreditar que cada dia que nos pertence nos encontrará, que nada nos perde e nada se perde. Tão grandes por serem tão pequenos, sem medo de nada e com uma única preocupação: serem felizes.
Guardar o Verão também é guardar bocadinhos assim. Não necessariamente numa praia de sonho, não necessariamente na nossa praia preferida, não necessariamente no nosso Sul e com o sol e o céu mais bonitos do mundo. Mas juntos, e perto de tudo o que mais (nos) importa nesta vida.