quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Pausa*

1. Conjugar o verbo ir.
2. Ler.
3. Ouvir.
4. Comer (bem).
5. Palavras que podiam ser minhas:

«Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. Que as pessoas saibam falar, calar, e acima de tudo ouvir. Que tenham amor ou então sintam falta de não tê-lo. Que tenham ideais e medo de os perder. Que amem o próximo e respeitem a sua dor. 
Para que tenhamos a certeza de que ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.» 
Carlos Drummond de Andrade

» créditos imagem | Elle Decor Italia

Dos meus blogs favoritos #7





Bocadinhos do dia-a-dia de uma família grande, linda, que pratica a simplicidade e a partilha das coisas mais deliciosas da vida.
Uma loja cheia de coisas giras, escolhidas pela lindíssima Sofia (namoro esta, esta e esta para os pequeninos) e um instagram tão bonito e harmonioso.
Faz parte do meu top de preferidos. As imagens e as simetrias explicam porquê.

 » mokkasin

Escolhas

Trabalhar em qualquer lugar, poder escolher entre ficar no recanto branco da minha casa, ou no meu adorado Choupana Caffe, ou passar a ponte e namorar a Casa do Sol e um bocadinho do mar que ilumina o meu sorriso, ou em dez minutos a pé entrar numa espécie de campo dentro da Lisboa que é minha. Sem barulho, quase sem ninguém, só um jazz delicioso, as melhores tostas, os sumos naturais e muitos pinheiros e eucaliptos à volta.
Ou tirar o dia, os dias, para ficar com eles. Poder fazê-lo!
Fazermos panquecas e crepes, rebolar na relva ao lado de nossa casa, fazermos pic-nics com temas de índios e cowboys, apanhar flores e paus para fazer colagens e pinturas, passar a ponte e ir à praia, por uma hora que seja, inspirar o som do mar, trazer sal na pele e areia nos pés. Ir a pé ao mercado e à Conchanata, dizermos bom dia a quem já nos conhece, a quem os mima com os sorrisos e os elogios que merecem. Jogar à bola, passear e brincar com o Sal. Vê-los a inventar os seus mundos as suas brincadeiras e participar delas. Dar corpo a essa imaginação infantil e estimular a atividade, a partilha, a interação e a relação de três crianças com idades tão diferentes, unidas por um Amor pela família, pela confiança, pelo carinho e atenção que lhes dou e que merecem.
Dar-lhes o melhor que tenho: tempo de qualidade, o meu tempo, o nosso tempo e amor. Sei-os felizes. Apesar de tudo e de tanto, felizes.
São escolhas. Das que são feitas com o coração. Entre a segurança de um horário e um valor certo no final do mês e a liberdade total de horários e de um valor incerto no último dia do calendário (às vezes muito mais, às vezes muito menos - poupar é sempre palavra de ordem). Sentir que compensa e que o trabalho que faço fora de horas, quando a casa fica em silêncio e sou só eu e o meu adorado Sal, é o preço-agridoce a pagar por tudo o mais que lhes dou.
Escolhas. Trabalhar a partir de qualquer lugar, organizar, estruturar, dar vida aos sonhos, os meus e os dos outros, conceber projectos, devolver força e fé a quem a perdeu, resumir os meus dias com esta palavra que diz tanto de mim. Saber que tudo leva tempo e que a vida nos ajuda a resolver tudo, num tempo que é o seu.
Confiar. Escolher confiar. Na vida. No (meu) coração. Em nós.

[Às vezes o medo ainda bate à porta. Acho que vai bater muitas mais. Não desistir dos sonhos é a resposta que lhe dou e este saber que não estou sozinha neste confiar, arriscar e seguir o coração]

Ideias giras para dias de sol*

Acessórios. Adoro acessórios. Lenços, bandoletes, chapéus, e, (giros, mesmos giros), os turbantes.
As minhas escolhas:
 - os lenços mais giros para o verão, aqui. (aproveitar os saldos!)
 - os acessórios mais giros e cheios de cor, aqui.
 - os chapéus aqui.
 - e uma marca que tem os turbantes mais giros de sempre.

[uma ideia gira para usar um lenço/turbante, desta miúda linda, a quem tudo fica bem] 

» créditos imagens | treasures and travel

As preferidas da criançada

2 chávenas de aveia triturada
2 ovos
2 bananas esmagadas (quase líquidas)
6 colheres de sopa de leite (usei magro)
1 colher de chá de fermento

Juntar todos os ingredientes no processador até estarem bem envolvidos. Cozinhar as panquecas numa (boa) frigideira, anti-aderente, por 3 minutos de cada lado.
Servir com iogurte grego ligeiro, muitos mirtilos, mel, canela e um delicioso sumo de melancia com um bocadinho de gengibre fresco (ou umas folhas de hortelã, também fica óptimo).
Dicas para simplificar: 
 - deixo sempre a mesa posta de véspera. 
 - deixo tudo organizado (ingredientes que podem ficar já separados) para quem de manhã seja mais simples e mais rápido. 
O pequeno-almoço fica pronto em 15 minutos. E os dias que começam assim, começam muito melhor.


terça-feira, 22 de Julho de 2014

Banda sonora de Julho*

la vie en rose
» créditos imagem | treasures and travel

Quem fotografa assim »♥«

 







» photo credits | Finn Beales

Receitas «menos peixe-balão»

1,5 lt de água
8 morangos
10 mirtilos
6 rodelas de pepino
1 mão cheia de folhas de hortelã
sumo de 1 limão
sumo de 1 fatia de ananás fresco

Cortar os morangos em quartos. Juntá-los num jarro com os mirtilos, a hortelã, o  pepino, o sumo de limão e o sumo de ananás.
Deixar no frigorífico durante a noite. Beber no dia seguinte.

(também fica óptima com ameixa e alecrim)

» imagem | oh my veggies

Aqui não há asneira para ninguém*

Neste plano não há dia da asneira. Não há abertas, tolerâncias, dias assim-assim e desculpas que se desculpam. Não há meias vontades, dias da semana a pensar no fim-de-semana e dias em que afinal podemos voltar "ao normal" e a comer tudo o que bem nos apetecer. Nada disso. 
Neste plano a regra é ser feliz. Só isso. Ser feliz. E não é nada simples. Porque este querer ser feliz (mais feliz) implica adoptar para sempre um novo estilo de vida. Sim, para sempre. Com esta solenidade toda. Com esta importância toda. Só assim faz sentido. 
É preciso ser mais criativo, é preciso ter mais vontade, é preciso olhar para a comida, para os doces, para o pão, para tudo aquilo que antes era dado adquirido como "à vontade" e transformá-los em amigos da linha. Dá trabalho, dá muito mais trabalho do que "enfiar" qualquer coisa quando a fome aperta (e os nervos, a ansiedade, a insegurança, o quero-lá-saber) batem à porta da nossa mente inquieta. Dá tanto trabalho como querer ser feliz e lutar por isso. Todos os dias.
Dizem que também esta felicidade, de gostarmos mais de nós, vale a pena. Eu acredito. Já lá estive, sei de cor ao que sabe este amor-próprio. E sei que é muito mais doce do que qualquer doce do mundo. 
Também sei que engorda, mas não é na barriga, nem nas ancas. É no coração, na alma, na força do espírito, na coragem do ser e do querer para nós o melhor, (e só o melhor) que há na vida.

Tarte de iogurte e amoras (pode ser pequeno-almoço, lanche ou sobremesa)

4 chávenas (de chá) de aveia
10 colheres de sopa de amêndoas laminadas
6 colheres de sopa de manteiga de amendoim
4 colheres de sopa de mel

3 iogurtes grego (ligeiro)
6 colheres de sopa de compota de frutos silvestres (0%)
5 folhas de gelatina incolor
raspa de 1 lima
8 gotas de essência de baunilha
3 colheres de chá de sementes de chia
amoras frescas

Misturar todos os ingredientes da massa (excepto o mel e a manteiga de amendoim) no processador. Deixar envolver muito bem. Misturar a manteiga com o mel e envolver (sem bater) no preparado da aveia até ficar muito bem "ligado". Numa tarteira forrada com papel vegetal dispor a massa e moldar bem. Levar ao frigorífico para solidificar (30 minutos).
Misturar o iogurte grego ligeiro com a essência de baunilha, as folhas de gelatina já derretidas e a raspa da lima. Verter o preparado sobre a massa. Decorar com a compota de frutos silvestres, as sementes de chia e as amoras frescas. Aromatiza com alecrim fresco.

* - a base da receita é do Eat Love

» créditos imagem | my darling lemon thyme

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Resumir (os nossos) dias azuis em fotografias














Comporta.

Uma receita doce *

1,5 dl de leite
200 g de polpa de melão (umas quatro boas fatias)
100 g de framboesas (reservar algumas para decorar)
1 colher de sopa de açúcar de côco
4 folhas de gelatina (previamente derretidas)
150 g de natas frescas
40 g de amêndoas laminadas
raspa de lima q.b.

Levar ao lume o leite, o açúcar e as natas. Juntar o melão e as framboesas ao leite e deixar ferver cerca de 15 minutos.
Retirar do lume, triturar muito bem e colocar o preparado numa sorveteira até solidificar.
Reservar no congelador até à altura de servir e acompanhar com as amêndoas laminadas torradas, raspa de lima e as restantes framboesas.

» imagem | collage vintage

Roupas (giras) para dias de sol*




E um sítio onde não me importava nadinha de passar uns belos dias de papo pró ar. A dois. Namorar, muito e muito e muito com o amor de uma vida inteira, precisa-se. Falta pouco para uns dias assim. Não é em Ibiza, mas isso agora não interessa nada. O que importa é ir. E aproveitar até ao último segundo.

» imagens inspiradoras | my tenida

Pessoas (e projectos) que inspiram

É portuguesa, com um espírito muito cool, nasceu no Porto e tem roupas (e acessórios) com padrões super giros, divertidos (e confortáveis) para os nossos miúdos. 
Colorir é palavra de ordem. Com qualidade, muito bom gosto e aquele espanto e assombro que só alguém com um espírito livre de criança consegue transportar para peças assim.
Muito fã da Lobo Mau.

Eat Love(r)*

Quando queremos muito alcançar um objectivo achamos que a rapidez é a nossa melhor amiga. Puro engano. Quando queremos muito alcançar um objectivo a velocidade é o que menos importa. A meta (e a direcção certa) é o objectivo, demore mais ou menos tempo a lá chegar. 
Na dieta, num plano em que mudamos os nossos hábitos alimentares, a rapidez, a velocidade, o tempo em que atingimos os objectivos a que nos propomos é o que menos importa. A ansiedade diz-nos o contrário e é por isso que acredito (porque vivo essa experiência) que a melhor amiga da minha ansiedade  se chama meditação. E resulta.
Ninguém consegue perder o peso que deseja (e que precisa, por questões de saúde) a comer de tudo e nas quantidades que deseja. Mas qualquer pessoa consegue perder pessoa com uma dieta, um plano alimentar, em que não passa fome. É a comer bem que perdemos peso. Com qualidade e não com quantidade.
Este fim-de-semana trouxe nas minhas compras da semana o livro de um blog que sigo há muito tempo. O livro que nasce do Eat Love. A sua criadora, uma miúda linda, praticante e motivadora de um estilo de vida saudável, apaixonada por tudo o que de bom a vida nos dá, resume em alguns capítulos coisas simples e tão fáceis de fazer naquele que não é um plano de dieta, mas antes um estilo de vida.
E eu gosto de pessoas que sabem como dar valor ao que realmente importa, simplificando tudo aquilo que nos ajuda a chegar a este modo de ser. Demora, não se passa de um estádio para o outro num estalar de dedos, mas vale a pena. Sei que sim. Acredito que sim. E este fim-de-semana dei mais um passo no sentido de mudar a conjugação do verbo querer.

» créditos imagem e receita | eat love

Uma espécie de mantra

imagem | mazinquotes

domingo, 20 de Julho de 2014

Life in a bag »♥«




Girassol, mangericão, feijão, rúcula. Os meus três jardineiros estiveram entretidos ao início da tarde. Mil e uma perguntas do Martim (porquê isto e porquê aquilo, onde nasce, como nasce, posso regar mais, quando podemos comer, etc) e uma aventura com as mãos na terra e o entusiasmo de, daqui a uns dias, poderem comer aquilo que semearam.
Adoro o conceito, admiro (e invejo) quem tem ideias assim, diferentes e com um propósito saudável, ecológico e concebido a pensar, também, nos mais pequeninos (as embalagens trazem lápis de cor para que possam pintar os autocolantes com os nomes das plantas que semeiam), e no desmistificar a ideia de que os legumes nascem no supermercado.
Somos muito fãs da Life in a bag, e este pode muito bem ser o princípio da minha tão desejada mini-horta urbana.

sábado, 19 de Julho de 2014

Sábado

Programa de miúdas de manhã. Cabelos, unhas, descolorações, massagens e flores. Fomos aprender a fazer coroas de flores e ainda trouxemos imensas para encher as jarras da nossa varanda e da cozinha. 
Os rapazes foram atrás das ondas (mas não tiveram sorte nenhuma) e ficaram encarregues do almoço - simples, em modo brunch. Nós continuámos o programa de miúdas no mercado, com as compras para a semana, muitos legumes e frutas, peixes e as especiarias que mais gosto. Uma passagem rápida na (minha adorada) Lanidor, para ver os saldos. Os saldos estão imperdíveis, trouxemos uns calções às bolinhas para a Madalena, e uma camisa branca, rendada, de estilo romântico (que adoro) para mim. Baixei um número na roupa. Que feliz!
O almoço, um grande passeio com o Sal, o café no sítio do costume, fugir da chuva, terminar as arrumações na varanda, organizar as roupas deles, aspirar, limpar, passar a ferro um mega monte que me esperava há vários dias, fazer uma espécie de bolo de côco saudável para o lanche com a avó, comprar bilhetes para o cinema, parar, escrever um bocadinho, respirar fundo, agradecer.
Mesmo nos dias sem sol, sem praia, sem grandes passeios e sítios perfeitos, e com as tarefas comuns a qualquer família, tudo é melhor se for sentido e vivido com amor. É cliché, pois é. Mas para mim, para nós, estes clichés, estas coisas triviais mas que insistimos em fazer juntos como se fosse o melhor programa do mundo, fazem da vida uma coisa mesmo boa. Muito, muito boa de se viver.

imagens | às9 @ instagram

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Inspiração para o fim-de-semana »♥«

1. Seis coisas para interiorizar. Adorei este artigo.
2. Muito para ver e para aprender aqui. Muito bom.
3. Felizes dos que amam a música. Esta. Sempre.
4. Quando falam de nós assim. Orgulho, imenso.
5. Palavras que podiam ser minhas:

| Geografia da alma

Uma vez por ano o chão era pó de terra fina e caruma de pinheiro manso encardindo os pés. E os dias eram das videiras, dos tanques com água de cor duvidosa e limo nos cantos, das ruas de paralelo, das galinhas, dos burros, das carroças com rodas de madeira, dos coelhos. As horas eram sol, sombra, lua, estrelas. A palha enchia colchões e a espuma era muita dentro das almofadas e às vezes fazia doer os sonhos. Havia crianças, muitas crianças. E rua, muita rua. E havia um sapateiro numa esquina e o ar cheirava a cola entranhada nos dedos escurecidos. E logo a febras na brasa e a sardinhas comidas com figos. Havia pelo menos um baloiço numa árvore. Pinhões e avelãs à sobremesa. E pêssegos carecas. Janelas de guilhotina, dobradiças e soalhos que rangiam e a minha bisavó sempre na soleira da porta. As sombras do candeeiro a petróleo. Uma vez por ano era assim. Sei que uma vez por ano não basta. Agora que o meu chão é também areia e feno tingido de sol, e pedras polidas e sal. Uma vez por ano não basta. Não vai bastar nunca mais. Há uma menina do campo com um coração ancorado a Sul. 

Roupas (giras) para dias de sol





Ready, set, summer!