quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Começar o dia assim

O meu pequeno-almoço foi tão simples como o que está nesta mesa. Iogurte natural com frutos vermelhos, banana, maçã, manga, sementes do bem, pólen, mel, amêndoas tostadas, muesli e pistachios torrados (tudo junto, numa embalagem da Jordans). Um café no final, o silêncio que hoje substituiu o barulho bom que enche as minhas manhãs e a companhia de um livro novo.
»
créditos imagem para o maravilhoso tucker

terça-feira, 15 de Abril de 2014

365 grateful »♥«


«Acho que só por contágio e influência dos nossos amigos brasileiros trouxemos, há poucos anos, para o vocabulário nacional a expressão do "ser uma pessoa bem resolvida". Não quer isso dizer que não houvesse entre nós a perceção de que algumas pessoas estão melhor consigo mesmas do que outras, independentemente das circunstâncias dos acontecimentos e das vicissitudes da vida. Mas a tendência sempre foi a de considerar que essas pessoas eram mais felizes ou mais bem dispostas naturalmente, como se se tratasse de uma questão de temperamento e, portanto, a atitude, o estado de espírito, a forma de reagir e agir fossem uma espécie de destino que calha em rifa em vez de uma construção própria e activa.
Ora se existe alguma característica distintiva nas pessoas bem resolvidas é a de saberem que são elas as protagonistas da sua própria história e que, aconteça o que aconteça, é a elas que cabe todas as decisões e resoluções. É a elas que cabe mudar a sorte, é a elas que compete tomar conta de si.
As pessoas bem resolvidas não são, necessariamente, as mais inteligentes, as mais bonitas, as mais temerárias ou as que têm mais sucesso profissional ou emocional. Também não têm de ser aquelas a quem a vida corre melhor. Frequentemente pelo contrário, até são as que tiveram perdas significativas mais precoces ou experiências dolorosas continuadas. A diferença em relação a outros é que aprenderam com isso e que usaram os acidentes de percurso, não para se instalarem numa frustração azeda nem uma desculpa crónica para todas as coisas que correm mal, mas antes tentaram dar a volta por cima e conseguiram. Foram conseguindo uma e outra vez e deram-se conta de que isso era um trabalho perpétuo e quotidiano. Neste processo de construção própria tem de haver uma crença arreigada na possibilidade de transformação. Tem de se acreditar que vale a pena tentar o que parece difícil e de se conseguir tirar gratificação do próprio caminho que se faz para lá chegar.
Ser bem resolvido quer apenas dizer estar bem com a vida. Para estar bem com a vida tem de se estar bem consigo mesmo, e possuir uma atitude aberta e honesta ao que há e ao que há para vir.
Não é fácil, mas é bom.
Muito bom.»

Isabel Leal

Uma fantástica companheira de férias






A novíssima Volvo XC70 - Cross Country. Familiar, confortável, versátil, linda, tão linda!, segura, suave, económica, ecológica... De sonho.
Obrigada, Volvo. Adorámos este mimo!

A Receita

Comprei uma embalagem de massa folhada. Levei ao forno a cozer (picada com um garfo e com grão seco a cobrir todo o fundo da tarteira). Depois de cozida reservei. Fiz um creme de baunilha (1/2 litro de leite, 2 colheres de sopa de açúcar, 2 colheres de sopa de farinha maisena, 3 gemas, 1 vagem de baunilha, 1 colher de sopa de manteiga - vai tudo ao lume num tachinho e mexemos até engrossar) cobri a massa, ainda na tarteira, com este creme. Deixei arrefecer um pouco e levei ao frigorífico. Enquanto isso, pus no forno metades de pêssego em calda (bem escorridas) com um fio de mel, anis estrelado e folhas de tomilho limão (15 minutos). Comprei uma embalagem de amoras maduras que aromatizei com mel e essência de baunilha.
Cobri a tarte com os pêssegos e com as amoras e deixei ficar fora do frigorífico, para servir à temperatura ambiente. Vou acompanhar com uma deliciosa bola de gelado de leite e umas folhinhas de tomilho limão.
»
imagem | tucker

Martim

Pede-me para lhe vestir a t'shirt da estrela azul todos os dias. Pede-me para voltar para a nossa casinha azul, a mesma da cor da estrela, todos os dias. Pede-me para correr nas flores, com o Sal, todos os dias, ali, naquele azul que se mistura no amarelo, no verde, no rosa de um céu que fascina.
Digo-lhe que está quase. Que um dia será sempre assim. E que até lá peça desejos, de cor azul, e tamanho de um doce sul, à sua estrela preferida. Eu peço. Todos os dias.

Das coisas boas, biológicas








Mercado Municipal de Aljezur & Mercado dos Agricultores

Vamos voltar aqui








Praia da Carriagem.

Spring Playlist # 5

Começar o dia com as boas notícias dos meus Alpes

Em Dezembro, nas nossas férias de Natal nos Alpes combinámos fazer lá as férias da Páscoa. As "amêndoas" dos avós e da tia seriam as viagens e duas semanas de neve. Algumas mudanças depois (muitas mudanças da vida depois) são os Alpes a vir a Lisboa, ou melhor, a Lisboa e ao nosso Algarve daqui a poucas semanas. As amêndoas passaram a mergulhos de mar e piscina na pequena vila que um dia chamámos de casa.
Na bagagem dos meus pais virá uma encomenda muito especial para mim, a que me faz babar todas as manhãs pelo melhor muesli bircher do mundo. Enquanto não o tenho, esta receita vai fazendo as minhas delícias. É perfeita.

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

365 grateful »♥«

Acredito que as vidas que vivemos são as vidas que fazemos. Chamem-lhe autodestino, a vontade de Deus, karma, sorte, azar, o que quer que seja. Mas quando nos sentamos em casa ao fim do dia e nos olhamos ao espelho - depois de termos retirado toda a maquilhagem e de vermos quem realmente somos e o sítio que ocupamos nesta fase da vida, sem qualquer pretensão e sem os nossos ornamentos exteriores - a realidade da vida acerta-nos mesmo entre os olhos.
Acredito que, por mais erros que tenhamos cometido; por mais que tenhamos mesmo, mesmo, mesmo feito asneira; por mais velhos, gastos ou desalentados que tenhamos ficado; desde que haja uma vontade verdadeira e decidida, todos nós temos uma oportunidade, mais uma, ou duas, ou três, de fazer tudo bem. Mesmo bem.
Todos podemos invocar a coragem para lidar com problemas, por mais avassaladores, dolorosos ou degradantes, que nos tenham assolado ou mesmo paralisado no passado - de uma vez por todas. Com vontade, podemos ir mais além das barreiras do dia a dia, na tentativa de nos aperfeiçoarmos. Tornando a vida melhor não só para nós próprios, como para outras pessoas que nos rodeiam ao longo da viagem da nossa vida.

Arrifana, a arrebatadora »♥«





Onde dormir
1. Casas do Mar
2. Monte do Sol
3. Beco da Liberdade

Onde jantar
1. Ruth O Ivo (tão, mas tão bom!)
2. Restaurante da Praia (belos petiscos)
3. Pont'a pé (caseiro, sempre com peixe fresco, coisas muito boas)

O Jantar

Para jantares rápidos, cheios de coisas boas e deliciosas, que os miúdos devoram e que pedem bis, simples, rápido, colorido e saciante. Perfeito.

Para 5.

1 embalagem de esparguete (nesta casa é tudo "masseiro", no que toca a massas é venha a nós o vosso reino.
1 embalagem de tomate cherry (comprados no mercado de Aljezur - doces, doces)
1 mão cheia de folhas de manjericão fresco - trouxe um vasinho para a nossa varanda
3 colheres de sopa de azeite balsâmico
2 dentes de alho
sal e pimenta q.b

Cozer o esparguete al dente (água a ferver em cacho, sal, esparguete lá para dentro, inteiro, 8 minutos). Escorrer e reservar.
Numa Wok, deitar o azeite e os alhos (com casca, esmagados). Alourar, sem deixar queimar, para não ficar amargo. Juntar os tomates cherry lavados, escorridos e cortados ao meio. Envolver bem no azeite e no alho, por 10 minutos (até ficarem crocantes, sem ficarem desfeitos).
Juntar o esparguete, envolver bem. Servir de imediato e aromatizar com as folhas de mangericão.
Um sumo de morangos e laranjas de Aljezur, doces que só eles, uma mousse de dióspiros com hortelã e temos um almoço, ou jantar, a saber a Verão.

Cinco coisas boas a começar a semana # 22

1. Casinhas de sonho, no paraíso dos surfistas. A-do-ra-mos!
2. Uma viagem com os miúdos. Queremos voltar aqui e levá-los.
3. Maravilhoso livro que li, de um só fôlego, nestas férias. Uma admiração ainda maior.
4. A banda sonora destas férias. Cheia de sol.
5. Mantra para o resto da vida,

"Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, 
quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, 
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe."

[Martha de Medeiros]

A nossa casa azul





Fica rodeada de campos de malmequeres a perder de vista. De silêncio que só é quebrado pelo som do canto de centenas de passarinhos, perde-se no horizonte de uma paisagem que é a delícia dos nossos sentidos, a calma que desejámos para a segunda metade desta vida que nos é tão generosa.
A nossa casa azul é um bocadinho de tudo o que gostamos nas férias, do conforto simples, da descontracção, da areia sempre no chão e nenhum stress com isso, da arrumação-pouco-arrumada e nenhum stress com isso, dos jantares no alpendre, mesmo em noites mais frescas (mantas resolvem), da televisão que nunca se liga, dos livros que os miúdos lêem com prazer e sem pressa antes de dormir, da alvorada que se dá sem esforço mal o sol nasce, da proximidade das praias que trazemos no coração, dos cheiros que nos levam sempre de volta às melhores memórias, das pessoas simples e acolhedoras que nos tratam pelo nome, da alegria ímpar dos nossos miúdos quando estamos por lá. A nossa casa azul é tudo o que de bom o Sul nos dá. E tudo o que nos faz renovar a certeza de ser este o nosso caminho.

Bom dia!

Voltar às rotinas. Devagar e ainda no espírito das férias e das boas energias. Reorganizar a agenda e os dias desta semana, que é só de três dias, em função do trabalho do pai e das férias dos mais pequeninos. O mano grande ficou com os amigos no Alentejo e até quinta-feira, altura em que regressamos ao Sul, vamos andar em modo levá-los-para-todo-o-lado, ou contar-com-a-avó ou calma-que-tudo-se-consegue. E consegue, mesmo. Ajustar é a palavra de ordem para esta semana. E relativizar, acreditando que a vida só nos dá as cruzadas que sabemos como superar.
Boa semana a todos!

domingo, 13 de Abril de 2014

Aqui, o tempo corre mais devagar













Aljezur, Rogil. O nosso porto seguro de sempre. As praias, Arrifana, Amoreira, Monte Clérigo, Carriagem, Vale dos Homes, Odeceixe. Percorremos todas, matámos saudades de todas. O areal (de todas) muito mais pequeno, a Arrifana sem areal. Dizem, os entendidos, que mais um mês e o mar devolve a areia à praia. Antes do Verão cá estaremos para ver. Deixámos as próximas férias já marcadas, na nossa querida Casa Azul.
Não é exagero dizer que os miúdos aqui são mais felizes do que em qualquer outro lugar. São livres, ficam na rua o dia todo, entre o jardim da casa, a praia e o campo fazem amigos. Inventam brincadeiras, nunca estão cansados e só no fim do dia, mesmo mesmo no "fimzinho" acusam todas as horas de um exercício que a cidade não lhes permite.
Invejamos sempre a vida calma e tão mais equilibrada dos nossos amigos que trocaram Lisboa pelo azul do Sul. Prometemos sempre que um destes dias somos nós. Um destes dias seremos vizinhos por mais do que um fim-de-semana prolongado, ou as habituais duas semanas de férias de Verão.
Um dia vamos mesmo ser filhos da terra. Como eu já fui, como quero voltar a ser. Aqui.